Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesNo seguimento da operação 'Desarme 3D', levada a cabo pela Polícia Judiciária (PJ), ficamos a saber que os elementos do Movimento Armilar Lusitano (MAL), para além de serem apologistas de ideologias nacionalistas, de extrema-direita radical e violenta e neonazis, eram ainda seguidores de um ideário antissistema e conspirativo, que incentivava à discriminação, ao ódio e à violência contra imigrantes e refugiados. Não há dúvida que o acrónimo do movimento, MAL, era adequado aos seus membros. De acordo com a PJ, pretendiam constituir-se como um partido político, que se apoiaria numa milícia armada, para melhor impor as suas ideias. Tinham várias ações programadas, uma delas o ataque à Assembleia da República, talvez influenciados pelo assalto ao Capitólio nos EUA e ao palácio do Planalto no Brasil. Nisto, o MAL não foi inovador. Quatro dos seis elementos do MAL detidos ficaram em prisão preventiva e aos outros dois foi aplicada a medida de coação de apresentações periódicas. Temos aqui um problema, que alguns teimavam em não ver. A partir deste momento, não há desculpas; há que os combater sem complacência. Pena foi que as impressoras 3D apreendidas pela PJ, no lugar de armas, não tivessem feito cérebros 3D para esta gente.
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Tendência de agravamento contínuo desde o período pós-confinamento.
Só havia uma medida de coação que o podia parar: a prisão preventiva.
Nesta área não há milagres. Podemos mesmo nunca saber qual a causa da morte.
Maioria dos crimes violentos ligados ao tráfico de drogas.
Margem de recrutamento diminuiu devido aos baixos salários.
Intervenções são indispensáveis para garantir a segurança.
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