Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesA resposta às populações mais atingidas pela depressão Kristin falhou, como falhou o governo e a Proteção Civil (ANEPC). A ANEPC serve para prevenir riscos, reduzir a probabilidade de acidentes, preparar a população para como agir antes, durante e após uma emergência, proteger vidas humanas, prestar-lhe socorro, diminuir os danos materiais e restabelecer a normalidade o mais rápido possível. Tudo isto falhou. Falhou porque a depressão Kristin foi violenta, mas também porque a capacidade da ANEPC coordenar a resposta à tragédia foi muito fraca. Começou com o exemplo do comando da ANEPC, que emite um alerta vermelho para o dia 28 e deixa o seu mais alto responsável operacional ir para uma Bruxelas a uma formação nesse dia. Se o alerta era máximo, o responsável máximo tinha de cá estar. Não há desculpas. Depois porque a ANEPC coordena apenas boas vontades, pois só tem comandantes, não tem tropas. Os meios operacionais da ANEPC são os bombeiros, as forças de segurança (PSP e GNR), os serviços de saúde, os funcionários das autarquias e as forças armadas, quando requisitadas. O problema é que todos estes serviços têm hierarquias próprias e que só obedecem ao comando da ANEPC se quiserem. Enquanto estivermos dependentes da boa vontade destas entidades, o socorro será sempre uma questão de sorte e azar.
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Se o alerta era máximo, o responsável máximo da ANEPC tinha de cá estar.
A prevenção começa em cada um de nós.
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Torna-se urgente tratar da saúde mental dos portugueses.
Sempre que acontece uma qualquer desgraça, um qualquer acidente, atacamos tudo e todos.
Parece que havendo um inquérito, ele só tem mérito se houver acusação.
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