Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesEm junho de 2025, numa operação contra o extremismo, a PJ deteve seis indivíduos do Movimento Armilar Lusitano, suspeitos dos crimes de incitamento ao ódio e à violência contra imigrantes e refugiados. Sete meses depois, a mesma PJ leva a cabo a Operação Irmandade, que visou o Grupo 1143, grupo que queria levar a cabo uma “guerra racial” em Portugal. Esta organização, de cariz neonazi, aparentemente preparava levar a cabo em fevereiro a divulgação de vídeos e cartazes com palavras difamatórias do Profeta Maomé. O objetivo era provocar reações negativas e violentas na comunidade muçulmana, a qual, sentindo-se ofendida, poderia retaliar. Na sequência dessa retaliação, o grupo sentir-se-ia legitimado a iniciar uma guerra civilizacional contra a comunidade muçulmana, exigindo a sua saída do país. Mais uma vez, andou bem a PJ mostrando ao país que está atenta a monitorizar este tipo de organizações e que para ela, não existe violência de esquerda ou de direita. Existe apenas violência, e que todos os comportamentos que ponham em causa os direitos consagrados na constituição, têm de ser prontamente combatidos. Não pode haver espaço em Portugal para comportamentos extremistas, racistas, misóginos e subversivos. É assim que se combate o crime e que se contribui para a segurança nacional.
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Tendência de agravamento contínuo desde o período pós-confinamento.
Só havia uma medida de coação que o podia parar: a prisão preventiva.
Nesta área não há milagres. Podemos mesmo nunca saber qual a causa da morte.
Maioria dos crimes violentos ligados ao tráfico de drogas.
Margem de recrutamento diminuiu devido aos baixos salários.
Intervenções são indispensáveis para garantir a segurança.
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