Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesPor norma somos sempre muito críticos com tudo o que acontece em Portugal. Sempre que acontece uma qualquer desgraça, um qualquer acidente, atacamos tudo e todos, colocando-nos mesmo ao nível de países terceiro mundistas. E comparamo-nos com outros países, onde supostamente tudo corre bem, não há erros e onde todos assumem as suas responsabilidades. Infelizmente não é assim. Na Suíça, um incêndio, na comuna de Crans-Montana, na noite de passagem de ano, causou a morte de 40 jovens. E este bar estava legal? Bom soubemos através do presidente da Câmara local, que por motivos desconhecidos, a última inspeção – que devia ser anual – havia ocorrido em 2019, ou seja, há seis anos que não era inspecionado. Não tinha saídas de emergência, o seu interior era forrado a madeira e eram utilizadas velas acesas como decoração. Não tinha aspersores que seriam acionados em caso de incêndio, e os poucos extintores existentes estavam em locais pouco acessíveis, desconhecendo-se se estavam operacionais. E houve responsabilidades políticas? Não. O Presidente da Câmara, lá, tal como cá, disse que não abandona o barco quando há problemas, e que tem é de encontrar soluções. Por vezes somos muito duros connosco, quando o que se passa lá fora, não é muito diferente do que se passa cá dentro.
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Sempre que acontece uma qualquer desgraça, um qualquer acidente, atacamos tudo e todos.
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Será que ninguém sabia ou desconfiava de nada?
Em 29 estados da Europa, só dois não têm a pena de prisão perpétua.
Este caso remete-nos para a finitude da vida e para a incapacidade da ciência em resolver todos os casos.
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