Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesNos últimos quatro dias, estive em Espanha, para tentar descansar e limpar a cabeça das cheias que se abateram sobre Portugal. Chegado a Espanha fui surpreendido com cheias violentas e milhares de pessoas retiradas das suas casas. Mas eis que os políticos começam a meter tanta água, que as cheias deixam o espaço mediático. Begoña Gómez, esposa do primeiro ministro, está a ser investigada por apropriação indevida de verbas. Para complicar a vida do PSOE, David Sanchez, irmão do mesmo Pedro Sanchez, vai ser julgado pelos crimes de corrupção e fraude. Para equilibrar o tabuleiro politico, rebenta o caso Montoro, ex-ministro das Finanças do PP, que aparentemente obrigava empresas a pagar para obterem vantagens legislativas. Mas o PP fica mais embaraçado, quando o Alcaide de Móstoles é acusado por uma vereadora do seu partido de assédio sexual. O Diretor Nacional Adjunto da Polícia Nacional, é demitido por ter assediado e violado uma sua agente com quem trabalhava. Foi também suspenso um Comissário por ter calado a denúncia. Esquecia-me. Nestes quatro dias, foram mortas duas mulheres e uma ficou gravemente ferida, tendo, neste caso, o agressor posto fim à vida. Bom regressei a Portugal onde, talvez devido ao facto de meio País estar debaixo de água, não existem notícias de outras tragédias.
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Talvez devido ao facto de meio País estar debaixo de água, não existem notícias de outras tragédias.
Tiveram uma postura digna de quem serve aquela instituição.
Se o alerta era máximo, o responsável máximo da ANEPC tinha de cá estar.
A prevenção começa em cada um de nós.
Não existe violência de esquerda ou de direita. Existe apenas violência.
Torna-se urgente tratar da saúde mental dos portugueses.
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