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Carlos Anjos

Carlos Anjos

Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de Crimes

Não correr riscos

29 de janeiro de 2026 às 00:30

Em situações de risco extremo, como tempestades severas, cheias, incêndios, ondas de calor ou outros fenómenos naturais perigosos, a Proteção Civil (PC) emite alertas para salvaguardar vidas e bens. Entre estes, o alerta vermelho representa o nível máximo de perigo e exige uma resposta responsável e consciente de toda a população. A PC não é apenas uma tarefa das autoridades. É uma responsabilidade partilhada. Cada um de nós tem de assumir-se como um verdadeiro agente de proteção civil, adotando comportamentos prudentes e seguros, respeitando as orientações emitidas pelas autoridades. Quando a PC decreta um alerta vermelho, o seu cumprimento não pode ser uma mera recomendação. Se nos dizem para não sair de casa, não saímos. Sair de casa nestas circunstâncias expõe-nos a riscos graves e desnecessários, podendo colocar em perigo não só a nossa própria vida, mas também a de terceiros, incluindo equipas de socorro que podem ser mobilizadas para situações evitáveis. Cumprir os alertas vermelhos é um ato de responsabilidade cívica. Quando ocorrem este tipo de alertas, todos os devemos cumprir. Temos de uma vez por todas deixar de ter uma cultura de lamentação e assumir uma cultura de responsabilidade. A prevenção começa em cada um de nós.

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