Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoO calendário escolhido por Mário Centeno para sair do Governo coincide com o fim do mandato de Carlos Costa no Banco de Portugal. Em política não há coincidências e apesar de António Costa ter afirmado que vai ouvir o novo titular das Finanças sobre a escolha e conferenciar com os partidos políticos com representação parlamentar, o ministro demissionário é favorito para ocupar a liderança do supervisor bancário português.
A liderança do Banco de Portugal é a cadeira de sonho de Centeno. Terá menos pressão e melhor vencimento. O ministro ganha 4200 euros brutos, acrescidos de 40% de despesas de representação. O Governador do Banco de Portugal ganha quatro vezes mais, com regalias e direito a uma pensão dourada, e não tem a pressão do Ministério das Finanças.
Mário Centeno fica na história como o ministro com os melhores registos de contas públicas no atual regime democrático. O excedente de 2019 vai demorar a repetir, mas não há homens providenciais e ninguém consegue milagres.
João Leão tem um bom currículo. Vai ser ministro durante uma dura tempestade, com as contas públicas pressionadas pela maior recessão das nossas vidas. O seu desempenho vai depender da forma como a economia ultrapassar o tsunami provocado pela pandemia.
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