A Europa atravessa uma maré de dúvida e angústia geopolítica. Precisa de reequacionar uma estratégia política e o seu próprio futuro. De forma urgente. A guerra na Ucrânia veio atear um fogo que se sabia que iria acontecer. Mais tarde ou mais cedo. Vaclav Havel referia em fevereiro de 2005: “A Rússia não sabe bem onde ela começa, nem onde acaba. Ao longo da História, a Rússia expandiu-se e contraiu-se. A maioria dos conflitos têm origem em disputas fronteiriças e na conquista ou partilha de território. No dia em que chegarmos calmamente a acordo sobre onde acaba a União Europeia e começa a Federação Russa, metade da tensão entre as duas desaparecerá.” Pois esse momento não aconteceu, muito menos calmamente. O que sobra é uma guerra por resolver, e na qual os interesses imperiais da Rússia parecem prevalecer sobre os direitos de soberania dos Estados independentes. O acordo de cessar-fogo na Ucrânia é um teste à geopolítica imprevisível e errática de Donald Trump e um teste à arrogância do poder do Kremlin. Tudo ficará em aberto no espaço europeu, em especial a definição de uma nova arquitetura de segurança e defesa. A equacionar pelos próprios europeus. Em modo sério.
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