Por estes dias de êxtase papal, Odemira, o maior concelho do País, duplamente penalizado por um Litoral ocupado pela agricultura intensiva e um Interior abandonado, é pasto das chamas. Odemira consome-se pelo fogo e pela falta de água. Pela ganância e pela irresponsabilidade. Pelo esquecimento de quem poderia ali mudar alguma coisa, mas que anda demasiado entretido com a propaganda nacionalista, do bem que a JMJ traz para a ‘marca Portugal’, ou com o embasbacamento da fé. Odemira não tem água. Não tem povo, nem braços para trabalhar.Está na hora de olhar para quem pode morrer porque o hospital mais próximo fica a 70 quilómetros. Para os velhos esquecidos e invisíveis. Para os jovens que continuam a ter de ir para muito longe, se quiserem continuar a estudar e tirar um curso. Para o País que é o Bairro da Liberdade, onde o 25 de Abril não chegou, e onde o Papa também não parou, para ver com olhos de ver, como sabiamente lembrou a este jornal uma moradora.
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