Na próxima semana, o futebol português poderá ter um dia decisivo para o seu futuro. Não estou a falar do dérbi na Luz, entre Benfica e Sporting, na sexta-feira. Refiro-me à Cimeira de Presidentes, organizada pela Liga no dia antes, quinta-feira, 4 de dezembro. Será nesse encontro que a Liga vai revelar propostas para a chave de distribuição dos direitos audiovisuais. Porque um tema depende do outro, também a reformulação dos quadros competitivos será falada. Basta ver que os presidentes dos três grandes esqueceram, por minutos, as quezílias estéreis para irem reclamar a Pedro Proença, presidente da FPF, umas dezenas de milhões de euros das apostas desportivas para se perceber a importância da discussão quando em cima da mesa estarão centenas de milhões. A miragem dos 300 milhões há muito que está desfeita. Ainda agora a DANZ rasgou o contrato com a liga belga, de 84 milhões anuais, por não conseguir rentabilizar a transmissão dos jogos, quando já fizera o mesmo há meses com a liga francesa. Se em casa que não há pão todos ralham e ninguém tem razão, é o momento da Liga dizer a verdade e apontar para um número realista do 'bolo' que terá para distribuir. Mesmo que já se adivinhe o chinfrim que aí vem...
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Liga deve ser transparente com os clubes nos direitos televisivos.
Na hora de reivindicarem dinheiro, afinam todos pelo mesmo tom.
Que força de protesto serão os benfiquistas que votaram branco ou nulo?
É ingénuo achar que o atual clima no futebol português acalma com o futuro presidencial do Benfica resolvido.
Sócios do Benfica preferiram agarrar-se ao presente, com Rui Costa.
Vieira é regresso ao passado, Rui Costa a manutenção do presente e Noronha o futuro desconhecido.
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