O mínimo exigível é atingir as meias-finais. Mas o que eu gostava era ser campeão europeu." Fernando Gomes, presidente da FPF, assumiu este objetivo, numa entrevista a ‘O Jogo’, no final de dezembro de 2023, três semanas depois do sorteio do Euro 2024. Na altura, parecia altamente provável que Portugal só teria um adversário do seu nível nas ‘meias’. Só que a França fraquejou no seu grupo e eliminou-nos nos ‘quartos’ quando não era suposto... A dúvida sobre o que fazer com o selecionador não surge só pelo que disse o líder da FPF há meio ano. É uma imposição dos números pelo que se passou desde então. Martínez tem 15 vitórias em 20 jogos com Portugal. A taxa de sucesso de 75% seria aceitável, não fosse o seu progressivo e acelerado definhamento. Depois de 100% no apuramento para o Europeu ao longo de 2023, nos dez jogos realizados no ano civil de 2024 Portugal só venceu metade (50%) e nos cinco encontros do Euro 2024 só se impôs em dois (40%). Fernando Gomes tem pela frente o dilema que mais quereria evitar: a meses de sair da FPF, tem legitimidade para despedir o selecionador e escolher outro? Não será arriscado segurar este Martínez em implosão?
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