Tenho assistido aos debates para as europeias. Pergunta óbvia: como foi possível ao PS escolher aquele cabeça de lista? Sim, conheço as teses. Sobretudo a mais maquiavélica de que Costa queria uma não-entidade para ter um resultado baixo e com isso acordar as tropas para as legislativas. É uma hipótese. Mas é uma hipótese traiçoeira: o ‘poucochinho’ das europeias pode igualmente desanimar as tropas.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
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