É triste: anda meio mundo a falar do ‘parágrafo assassino’ da PGR – e o ‘Expresso’ informa-nos que António Costa começou a pensar na demissão antes do parágrafo aparecer. O que, aliás, só mostra que Costa tem mais juízo do que os seus escudeiros: como continuar em funções quando a sua residência oficial abrigava milhares de euros entre livros e o ‘melhor amigo’ lá reunia com empresários para discutir negócios? Só no Burundi é que estas coisas não fazem mossa.
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Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
É só o fim das certezas fáceis.
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O destino do conflito será decidido entre o impulso de parar já e a suspeita de que parar agora pode sair mais caro do que continuar.
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