Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega. Cavaco Silva também quer – mas prefere os braços do PS. Um e outro, na compreensível frustração, não percebem, ou fingem não perceber, que esse comboio não passa pela estação. O Chega não quer reformas; quer substituir a AD no médio prazo. Além disso, e como se viu nas presidenciais, o eleitorado do centro-direita dispensa coligações entre Montenegro e Ventura. O PS seria o parceiro óbvio. Desde que as reformas do governo – no trabalho, na habitação, na saúde – fossem as reformas do PS. Pela mesma lógica, o eleitorado do centro-direita não quer reformas de centro-esquerda. Num ponto, porém, Passos e Cavaco têm razão: é preciso mostrar vontade de mudar – e denunciar quem impede a mudança. É esse o caminho, frustrante e estreito, que resta a Montenegro. Para o que der e vier.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
É só o fim das certezas fáceis.
Eis, finalmente, os três anos de estabilidade e diálogo que o Presidente Seguro tão generosamente nos prometeu.
O destino do conflito será decidido entre o impulso de parar já e a suspeita de que parar agora pode sair mais caro do que continuar.
O PS tem aqui uma oportunidade única para fazer prova de vida contra o governo.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos