Na mesma semana em que Bruxelas aconselha o país a reforçar o combate à corrupção, o Conselho de Ministros aprovou um projecto de lei para ‘agilizar’ os contratos públicos. Vem aí uma ‘pipa de massa’, como dizem os poetas. E seria uma pena que, em nome da transparência e do rigor, essa ‘massa’ se perdesse nas papeladas da praxe. Alguém duvida que o Estado é pessoa de bem? Alguém acredita que governantes, autarcas ou empresários poderiam aproveitar este momento para forrarem os bolsos? Eu não acredito.
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Não vale a pena fingir que a captura de Nicolás Maduro se fez em nome do combate ao narcotráfico.
Mas, para temperar a retórica grandiloquente do governo, um pouco de realismo não fica mal a ninguém.
Mudar de calendário nem sempre é mudar de vida.
Nunca levei a sério as mensagens natalícias de quem nos governa.
Gouveia e Melo revelou impreparação e prepotência, dois vícios de forma que não o recomendam para o cargo. Marques Mendes não conseguiu dissipar a sombra de ‘facilitador de negócios’.
Melhor pedir contas às lideranças europeias que se foram rendendo aos ditames do fanatismo.
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