Se um demónio me perguntasse qual a melhor forma de promover a ‘desigualdade’ na educação, na sociedade e até na economia, a minha resposta seria simples: acabar com os exames nas escolas; alimentar entre os mais pobres a ‘ilusão’ da ‘aprendizagem’; e deixar que os mais ricos, em casa ou nos colégios privados, pudessem fazer as suas carreiras.
Um destino destes não se deseja a ninguém. Mas o mais cómico, tragicamente falando, é que este é o programa das festas que um governo de esquerda (palavra de honra) pretende implementar no sistema educativo. Sem exames, não há notas; sem notas, não há ‘desigualdades’; sem ‘desigualdades’, a escola será finalmente um espaço inclusivo.
Elaborar sobre este ‘raciocínio’ seria partilhar da mesma imbecilidade que reina na 5 de Outubro. Melhor fazer um minuto de silêncio pelos alunos pobres que o Governo se prepara para atraiçoar.
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