No verão são muitos os que escolhem o mar. O banho, no entanto, poucas vezes lava as ideias. No geral, vivemos de costas voltadas para o mar. Somos insensíveis à sua destruição e utilizamo-lo como caixote do lixo. Um famoso velejador disse que “o mar é o que fica detrás das costas quando se olha para as praias”. Outro fascinado pela natureza, David Attenborough, autor de documentários sobre a natureza, acaba de publicar o livro ‘Oceano – O Último Reduto Selvagem’, em que apresenta o futuro dos mares como o problema “mais relevante para a espécie humana nos últimos 10 000 anos”. Mesmo sem os pés na água da beira-mar entende-se esta importância: os oceanos constituem 70% da superfície do Globo. Portugal tem uma Zona Económica Exclusiva marítima de 1,7 milhões de km2, ou seja, 20 vezes o território nacional; é a 5.ª maior na Europa e a 20.ª no Mundo. 80% do comércio planetário faz-se hoje por mar. 99% da informação circula por cabos submarinos que somam 2 milhões de km. Mais se podia ainda dizer sobre a pesca, a produção e transporte de energia, o turismo e sobretudo a descarbonização com efeitos sem par na eliminação dos gases estufa. A humanidade não pode voltar as costas ao mar.
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