O Orçamento de Estado 2017 já tem muitos donos: a esquerda, disse o ministro Centeno; Bruxelas, constatou o primeiro-ministro Costa; os caçadores de impostos, denunciaram PSD e CDS na oposição; o PS, nas palavras à Pilatos dos bloquistas; 85% das reformas, a acreditar na proclamação triunfal do PCP. Reina o espírito de fação. Quase ninguém se preocupa com o global, com a sociedade que necessita de desenvolvimento económico para que todos vivam melhor.
São respeitáveis as preocupações sociais usadas para vender o Orçamento como bom. Melhor seria, porém, concertar as partes, equilibrar sem distorções despesas e receitas. À marretada contabilística nunca haverá crescimento que se veja.
Portugal livrou-se de uma pobreza socializada tipo Cuba com a integração na União Europeia e precisa de consciencializar-se que a fraca produtividade que explica os baixos salários não está só na falta de formação da mão de obra, mas também nas más práticas de quem gere, comanda ou investe. Um clube de países ricos como a zona euro não garante nada. Quanto muito dá a oportunidade de emigrar, o que não é solução para o futuro de Portugal.
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