Luísa Jeremias
Diretora da TV Guia/Flash!Começou por ser um programa semanal que enaltecia o fado, os seus intérpretes, músicos e compositores. Tinha como cenário a sala da casa da diva maior do fado e juntava numa verdadeira tertúlia semanal quem do fado faz vida e também os que nada tendo a ver com este género musical com ele se cruzam nas suas carreiras. ‘Em Casa d’Amália’, transmitido nas noites de sexta-feira na RTP 1, tornou-se numa lufada de ar fresco numa televisão generalista (leia-se, canal público mas sobretudo privados) que idolatra a música popular portuguesa no que tem de pior: o facilitismo, a brejeirice, o "disto é o povo gosto", ou, se quisermos, o ‘pimba’. E eis que neste império do horror musical, no qual qualquer tonto aspira a ser cantor, deixando em maus lençóis os que, no género, são grandes compositores e/ou intérpretes, ‘Em Casa d’Amália’ vai para a rua. Ao longo do verão o programa correu cidades pelo País, encheu praças, transformando um palco e o público em participantes numa gigante tertúlia que enaltece a cultura portuguesa. Não a cultura de bailarinas em coreografias de regaeton, mas dos muitos outros artistas que, sim, enchem festas, salas, ‘coliseus’ mas só têm cabimento na televisão como júris de programas de talentos. António Zambujo, Buba Espinho, Fábia Rebordão, Bárbara Tinoco, Marina Mota, entre tantos e tantos outros ali passaram e fizeram-nos voltar a ter esperança num Portugal inteligente, que canta, pensa, raciocina.
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