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Luciano Amaral

Luciano Amaral

Professor universitário

O poder e a glória

02 de março de 2026 às 00:30

Costuma aplicar-se ao presidente dos EUA o epíteto de “homem mais poderoso do mundo”. Na realidade, o seu poder no país é muito limitado. A divisão de poderes é tão estrita e a dispersão de poderes entre os níveis estadual e federal tão grande que quase nunca os presidentes conseguem seguir uma política interna coerente. O bordão cansativo de que, com Trump, os EUA se transformaram num “regime fascista” ignora que, à luz do constitucionalismo americano, as democracias europeias são fascismos retintos, dada a incompleta separação entre poderes legislativo e executivo. E depois há a constante intervenção judicial na política, como agora se viu na decisão do supremo tribunal sobre direitos aduaneiros. Grande parte da política interna americana é feita pelos tribunais. Uma pequena graça: o executivo de Luís Montenegro tem muito mais liberdade para seguir uma política em Portugal do que o de Trump nos EUA.

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