A mais recente sondagem do ‘Expresso’ mostra Portugal num impasse: 71% dos inquiridos consideram o governo de António Costa como ‘mau’ ou ‘muito mau’. Mas, ao mesmo tempo, o PS e o PSD permanecem praticamente empatados nas intenções de voto. Uma contradição? Não creio. Que o governo é ‘mau’ ou ‘muito mau’, não espanta: é preciso um fanatismo à prova de bala para não ver o cortejo de incompetência e abuso que estes longos dias de audições parlamentares tiveram o mérito de destapar.
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Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
Depois de duas escolhas desastradas, o futuro do governo também depende de acertar à terceira.
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