Novo atentado terrorista na Alemanha e lá vieram as piedades do costume: os ataques são incontroláveis e a Europa deve habituar-se ao horror. Em teoria, talvez.
Mas, no caso em apreço, a história é outra: o tunisino suspeito de ter assassinado 12 pessoas e ferido 48 tem um cadastro que rivaliza com a Grande Muralha da China.
Mais: desde que entrou na Alemanha para pedir ‘asilo político’, a criatura já tinha tentado comprar armas para fazer o que fez com o camião; já tinha passado pela cadeia; já o tinham tentado deportar (sem papéis, nada feito); e a polícia ‘vigiava-o’ (digamos assim) até ele desaparecer airosamente do radar.
Agora, parece que há uma recompensa para quem tiver ‘informações’, e alguns humanistas, que antes deploravam Merkel, choram pelo seu destino.
Eu não choro. Uma coisa são sociedades vulneráveis; outra, é ter Estados imbecis. A imbecilidade não merece lágrimas.
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O PS tem aqui uma oportunidade única para fazer prova de vida contra o governo.
A saída de Rita Rato da direcção do Museu do Aljube é a discussão errada. A discussão certa seria saber como foi que Rita Rato lá entrou.
Ainda teremos saudades da velha teocracia iraniana.
O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.