Escolas estatais, escolas privadas: o debate sempre foi ideológico. Não para os pais. O que interessa é encontrar a melhor escola para a prole.
Infelizmente, este raciocínio esbarra na evidência: e como ter direito de escolha quando o país em causa não o permite? Pela fraude, obviamente: na Filipa de Lencastre, os pais usam moradas falsas para matricular a descendência.
Perante este cenário, duas soluções. A primeira seria garantir que as famílias poderiam realmente escolher as melhores escolas – estatais ou privadas. Se não tivessem recursos para as últimas, o Estado que pagasse.
A nossa esquerda discorda. O ensino ainda é o principal mecanismo de ascensão social? Então os pobres que continuem enjaulados no seu gueto, sem possibilidade de fuga para melhores paragens.
Faz sentido. Para os camaradas, a ‘igualdade’ (em teoria) sempre foi mais importante do que a igualdade (na prática).
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Por que motivo haveria de ser diferente no Tribunal Constitucional, se os socialistas também tivessem um lugar à mesa?
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.