Ainda me lembro desses tempos heroicos em que combater a abstenção e mobilizar o ‘voto jovem’ eram desígnios nacionais. Tudo acabou nas últimas legislativas: a abstenção baixou, os jovens levantaram-se do sofá – mas a principal beneficiária desses movimentos foi a direita e a direita radical. Querem ver que, daqui para a frente, já ninguém vai defender o direito de voto aos 16 anos?
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
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