Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisCriada, em abril de 1949, a NATO alicerçou-se como pilar da segurança euro-atlântica e contribuiu para tornar o mundo mais seguro para a Democracia. 76 anos depois, parece condenada à obsolescência pelas políticas de Trump 2, incluindo o conluio com a Rússia e o recuo no compromisso dos EUA com a segurança e defesa europeia. Soma-se o abandono da Ucrânia e a postura hostil ao multilateralismo, ao comércio livre, ao direito internacional e à ordem liberal baseada em regras, colocando os EUA contra os seus Aliados, e até a democracia americana está em risco. Mais grave ainda são as ações e a retórica contra a soberania e a integridade territorial não só da Ucrânia e do Panamá, mas também de Aliados como o Canadá e a Dinamarca (Gronelândia), diretamente ameaçados pelos EUA. A NATO precisa urgentemente de se adaptar à nova realidade e de uma recalibração estratégica, o que passa por um pilar europeu mais forte e autónomo, um desacoplamento estratégico em certos domínios, e uma redefinição de papéis entre Aliados. Se é que ainda pode ser salva, pois não é só a coesão e a credibilidade da NATO que Trump coloca em causa, é a sua existência.
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