Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisA cimeira do Alasca não parou a agressão russa na Ucrânia e foi um enorme sucesso para Putin: reuniu presencialmente com o Presidente Trump, em território americano, sem pré-condições e sem a presença de Zelensky nem de dirigentes europeus, e saiu do Alasca sem ter de fazer concessões, livre de eventuais sanções mesmo rejeitando um qualquer tipo de cessar-fogo que o Presidente Americano “exigia” e transformando Trump num porta-voz das suas “condições para a paz”! Trump, que a caminho do Alasca dizia que “eu não ficarei satisfeito se sair sem alguma forma de cessar-fogo” e ameaçou com “severas consequências” se Putin recusasse, saiu da cimeira a concordar com Putin que é melhor negociar um acordo de paz sem um cessar-fogo prévio e a apoiar as exigências de Putin! Nos próximos dias, Trump vai tentar convencer (impor a) ucranianos e europeus de que as condições maximalistas de Putin são aceitáveis e que a “paz” dele e de Putin é um “bom negócio” porque “a Rússia é um grande poder”. A Trump não interessa a Ucrânia nem a segurança europeia, apenas uma paz rapidamente. Seria bom que os europeus não cedessem a esta paz à moda de TrumPutin.
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