Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisTrump voltou a falar com Putin antes de se encontrar com Zelensky, no oitavo telefonema entre os Presidentes americano e russo neste segundo mandato de Trump. E tal como em ocasiões anteriores, quando a retórica trumpiana parecia inclinar-se para Kiev, a conversa “muito produtiva” com Putin virou Trump novamente para Moscovo, ecoando a ideia putinista de “congelar” a guerra nas linhas atuais (perpetuando a ocupação russa de territórios ucranianos) e aceitando um segundo encontro com Putin, desta vez, em Budapeste, capital da Hungria, “cavalo de Troia” pró-russo na NATO e na UE. Trump considerou ainda “interessante” a proposta do enviado de Putin para investimentos e diretor do fundo soberano russo RDIF, Kirill Dmitriev, de construir um túnel ferroviário “Putin-Trump” ligando a Sibéria russa e o Alasca americano para “exploração conjunta de recursos naturais”. E, claro, Zelensky saiu do encontro “tenso” com Trump sem mísseis de longo-alcance nem sanções anti-Rússia nem garantias de segurança. Em vez de Putin enfrentar a “paz pela força” trumpiana, é Zelensky e os seus Aliados europeus que têm de enfrentar o apaziguamento TrumPutin.
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