Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisAs insensatas e falsas tarifas “recíprocas” de Trump (calculadas não em função das taxas que outros países aplicam aos produtos americanos, mas com base no défice comercial dos EUA) visam três principais objetivos geopolíticos: 1) desmantelar a ordem económica que os EUA ajudaram a construir desde a II Guerra Mundial, incluindo regras internacionais e organizações como a Organização Mundial do Comércio; 2) travar a ascensão da China enquanto epicentro industrial e tecnológico mundial, e limitar a influência estratégica de Pequim, sobretudo, nos setores tecnológico e dos minerais críticos; e 3) destruir ou, no mínimo, dividir a UE e, paralelamente, perturbar a reaproximação estratégica entre a UE e o Reino Unido (Ucrânia...). A fragmentação da UE limita o seu poder negocial coletivo, a sua autonomia face aos EUA e a sua capacidade regulatória nos domínios digital, tecnológico e da defesa onde os EUA têm especiais interesses. E apesar do comércio ser uma competência exclusiva da UE, Trump espera que alguns Estados-membros contrariem as leis europeias e façam acordos bilaterais com os EUA. A Europa tem de responder coesa e firmemente.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Trump tem razão numa coisa: agora é um "problema de todos".
Trump ainda não conseguiu explicar porquê nem o objetivo da guerra.
Irão optou por retaliar com tudo o que tem durante o tempo que puder.
A Rússia não conseguiu vergar a Ucrânia nem derrubar o Presidente Zelensky
Mais do que palavras, a resposta europeia exige reformas.
EUA e Rússia possuem em conjunto mais de 90% das armas nucleares
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos