Começou na corrida à liderança do PS a dizer que todos lhe conhecem “os erros e as cicatrizes”, mas Pedro Nuno Santos (PNS) não deu tempo de lamber as feridas. Entrou já em velocidade de cruzeiro, pré-vencedor assumido pela oposição e manteve o sprint com uma audácia de quem parece saber para onde ir. O caminho faz-se no PS, a partir de agora, com uma guinada à esquerda e até com disposição para revisitar a ‘gerigonça’, se for preciso. Mas será mesmo assim? “O trabalho na TAP não foi uma indemnização; foi salvar uma empresa”, disse no sábado à noite, depois de saber que tinha 62% dos militantes consigo. O maior problema de PNS até agora é uma queda para a sobranceria, já com uma coleção de “erros e cicatrizes” de quem quer deixar marca sem dar tempo ao tempo. Em política, as desculpas criam empatia mas também desconfiança. Vai ser interessante ver como PNS se vai transfigurar na campanha aí à porta e como esquerda e direita se vão afastar e cruzar em nome da estratégia do poder. Aqui, também no discurso de vitória, o novo secretário-geral do PS até elogiou as “contas públicas certas”. Chama-se a isto querer agradar a todos, no final de contas.
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