O ano muda, mas os problemas do mundo continuam. A primeira grande novidade de 2026 foi o ataque dos EUA à Venezuela, com a anunciada captura do presidente Nicolás Maduro. Trata-se do corolário de um conjunto de acções, alegadamente contra o narcotráfico, mas que apenas visam concretizar a velha doutrina Monroe de hegemonia dos EUA em todas as Américas (quando surgiu no século XIX opunha-se ao colonialismo europeu). Maduro não é nenhuma flor que se cheire, mas a agressão trumpiana é claramente ilegal, tanto quanto a invasão da Ucrânia por Putin. Para Trump como para Putin não existe direito internacional, mas antes o direito ao uso da força para fazer valer os seus interesses. Nisso, como noutras coisas, estão inteiramente de acordo, embora Putin tenha sido um dos maiores apoiantes de Maduro. Não creio que a reacção do Kremlin, ocupado com a guerra da Ucrânia, seja mais do que algumas palavras de condenação. Uma coisa é fornecer uma bandeira russa a um petroleiro em rota para a Venezuela, outra é envolver-se numa disputa muito longe do seu território. E o mesmo vale para o governo do Irão, que é igualmente amigo de Ma- duro, mas que tem neste momento problemas internos que Trump está a seguir com atenção.
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