Com argúcia e sabedoria ilimitadas (infinitas, só de Deus), Jorge Luis Borges notou que muitos títulos dissimulam o objeto dos romances. Por exemplo, Alexandre Dumas relatou em “Os três Mosqueteiros” as aventuras do quarto mosqueteiro. A eleição presidencial ameaça ou promete, segundo o gosto de cada um, seguir-lhe o exemplo. Só três candidatos podem, com maior ou menor probabilidade, vencer: Gouveia e Melo, Mendes e Seguro. Mas Ventura, terrível D’Artagnan da política doméstica, convocou para deporem todas as testemunhas abonatórias: ciganos, islâmicos, hindustânicos, imigrantes em geral, corruptos condenados ou absolvidos, bandidos de todas as origens (incluindo o seu partido), o gene lusitano e até, pasme-se, o jacente doutor Salazar.
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