Quando Boris Vian escreveu o romance cujo título pedi emprestado, estaria bem longe de imaginar que ele se tornaria lugar-comum no discurso de politólogos e cientistas políticos. A metáfora surrealista foi decerto inspirada pela sua vida sofrida e breve e não pelas agruras da coisa pública. Mas reincido no uso corrente da expressão para constatar que os agentes políticos voltaram a mergulhar na espuma dos dias perante a calamidade mais recente. As questões que verdadeiramente interessam são fáceis de elencar e difíceis de resolver: ordenamento anárquico do território, deficiente organização administrativa (sem regiões e nem sequer governos civis), infraestruturas críticas débeis, proteção civil frágil (ao nível de “estrutura” dos bombeiros e de intervenção das Forças Armadas) e emergência climática. É claro que os erros na comunicação, a ausência do terreno, o atraso na prevenção e na resposta e a débil coordenação política tiveram consequências, mas não explicam todas as dificuldades. Se assim fosse, até poderíamos invocar o Dr. Pangloss (e Leibniz), para dizer a todos os cândidos que vivemos no melhor de todos os mundos possíveis.
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