Se não houvesse outras razões, e há, bastaria uma palavra para repetir na segunda volta a escolha da primeira: "Portugueses". Recorro a uma paráfrase do discurso proferido por Salazar, em 13 de abril de 1961, para justificar a assunção da pasta da Defesa após a insurreição em Angola. Foi treze anos antes de chegar o tal “amaldiçoado” meio século de democracia e liberdade, em que foi aumentada a esperança de vida, diminuída a mortalidade infantil, erradicado o analfabetismo, universalizado o saneamento básico e a eletricidade e criada a rede de autoestradas. Aceite pela comunidade internacional, o nosso país tornou-se “europeu" e cosmopolita, embora não se tenha transformado em terra de leite e mel. "Portugueses" quer dizer todos os portugueses, embora se distingam segundo os seus méritos e defeitos. Contestará um demagogo: também os "bandidos"? Sim, também a esses o Estado de Direito, com o Presidente à cabeça, deve garantir julgamento justo e pena humana, em vez de tortura e linchamento. É o postulado da dignidade humana, inscrita no artigo 1.º da Constituição. E é o legado da tradição cristã, invocada em vão por discursos de ódio.
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