Talvez o lema “25 de Abril sempre!” seja exagerado. A História continua e no passado houve o 5 de Outubro de 1143 e 1910 (em que nos tornámos independentes e instaurámos a República), o 14 de Agosto de 1385 (em que garantimos a independência) e o 1 de Dezembro de 1640 (em que a restaurámos). Mas foi no 25 de Abril (de 1974) que nos libertámos de uma ditadura cinquentenária e, nos dois anos seguintes, elegemos a Assembleia Constituinte e fizemos entrar em vigor uma Constituição Democrática. Por falta de cultura, memória ou gratidão, há quem diga que são contas do passado. Cada eleição desmente-o. Em novecentos anos que nos enchem de orgulho, só cinquenta foram vividos em Democracia. Homens e mulheres, ricos e pobres, eruditos e iletrados, todos decidimos, com o direito de errar e corrigir, o destino de uma nação que é, e sempre foi, pluriétnica e multicultural. Vamos eleger o nosso Presidente através de um processo livre e democrático. Não nos privarão desse direito o partido único, a polícia política, a censura e a fraude que ungiram Américo Tomás e excomungaram Humberto Delgado em 8 de junho de 1958. Por isso, amanhã é 25 de Abril.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Presidente é eleito através de um processo livre e democrático.
Será este o cenário da transformação de um Clark Kent em Super-Homem na presidência?
A convocação conseguiu ser intempestiva e extemporânea ao mesmo tempo.
Presidente da República descansou-nos sobre o sucessor.
Muitas crianças morreram devido ao ódio, à malvadez e à cobiça dos adultos.
Duelos não contribuem decisivamente para esclarecer o eleitorado.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos