Marques Mendes sofreu uma derrota severa e enfrenta agora a ingratidão e o esquecimento de muitos entusiastas da véspera. “Vae victis”. Talvez não o deixem sozinho (como sucedeu a Freitas do Amaral) a saldar as dívidas de uma campanha que não teve o resultado e a subvenção esperados. Tão leal ao Governo que foi tomado por candidato a ministro da presidência, demonstrou humildade democrática ao apoiar António José Seguro. A sua atitude contrasta com a posição de Luís Montenegro, que preferiu a tática aos princípios e o resguardo à coragem. É claro que não compete ao Primeiro-Ministro apoiar, enquanto tal e em nome do Governo, um candidato presidencial seja ele qual for. Mas o cidadão dedicado à atividade política e dirigente da coligação mais votada nas últimas eleições legislativas não consegue fazer melhor do que dar explicações “geográficas” sobre os partidos à esquerda e à direita? É-lhe indiferente a leitura da Constituição e dos poderes presidenciais de André Ventura, que desconsidera o princípio da confiança e as competências do Governo? Qual seria a escolha do sempre presente e nunca por demais evocado Francisco Sá Carneiro?
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