Fervilha entre alguns militantes do PS, em surdina como seria de esperar, a tendência para apoiar Gouveia e Melo. A História não está a ser justa para António José Seguro, vítima de violência doméstica no seu partido de sempre, após ter obtido um meritório triunfo em eleições europeias. Nem o reabilitou a subsequente derrota do PS nas legislativas, já a débito de António Costa, que a converteu numa passadeira vermelha graças à sua celebrada alquimia tática (dissociada de prudente cálculo estratégico). Seguro é o eterno mal-amado do PS, eleito ou escolhido para altos cargos por alegada exclusão de partes. As sondagens são o espelho de um apoio partidário tardio e contrafeito, embora também reflitam uma indefinição inicial no seu posicionamento. Porém, a inclinação de parte do eleitorado socialista para Gouveia e Melo deve-se, sobretudo, ao receio do pior cenário: uma segunda volta entre Mendes e Ventura, em que teria de se resignar, uma vez mais, à condição de terceiro excluído, com a obrigação de escolher um ex-presidente do PSD como mal menor. De todo o modo, nada está escrito nas estrelas para além da certeza de uma segunda volta.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Presidente é eleito através de um processo livre e democrático.
Será este o cenário da transformação de um Clark Kent em Super-Homem na presidência?
A convocação conseguiu ser intempestiva e extemporânea ao mesmo tempo.
Presidente da República descansou-nos sobre o sucessor.
Muitas crianças morreram devido ao ódio, à malvadez e à cobiça dos adultos.
Duelos não contribuem decisivamente para esclarecer o eleitorado.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos