Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaEsta semana o Correio da Manhã vem publicitar ganhos médios salariais de várias carreiras da administração pública, fazendo-o com base na síntese estatística do emprego público, publicada pela DGAEP, referente ao 2.º trimestre de 2025. Ora, é dado destaque a algumas das carreiras da administração, designadamente Polícias, Militares, Médicos, Bombeiros, Diplomatas, Magistrados, entre outros, apresentado cálculos médios de remuneração que, à primeira vista, não têm como não levar a interpretações e conclusões erradas sobre o vencimento médio quando, desde logo, comparamos carreiras que não são homogéneas e têm várias categorias, quando juntamos aos vencimentos base [médios] suplementos variáveis (na PJ ele varia de 1053€ até 2050€) ou que não são conhecidos (como é o caso dos 1498€ na Guarda Prisional que, pasme-se, até são superiores ao salário base), ou pior, quando estamos a falar de mapas de pessoal que não são conhecidos por inexistirem balanços sociais públicos, que curiosamente até obedecem a um imperativo legal. Veja-se o exemplo entre a PSP e a GNR, cujas tabelas remuneratórias até são semelhantes, mas cujos mapas de pessoal são suficientemente diferentes para enviesar o cálculo, podendo haver mais ou menos profissionais numas e noutras categorias. Em 2024, a título de exemplo, a PSP conta com cerca de 20098 Polícias, desses 758 são Oficiais, 2103 são Chefes e 17237 são Agentes, enquanto que a GNR conta com 855 Oficiais, 2355 Sargentos e 19653 Guardas. Ora, não sabemos quantos profissionais há por cada categoria e isso faz toda a diferença no cálculo médio do salário. E já agora, já que lhe é dado esse destaque, e porque esses dados não são públicos, quais são os números nas Forças Armadas, por categoria e carreira?
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Se os Polícias da PSP tiverem que empenhar horas a guardar cadáveres, deixam de poder responder a todas as milhares de situações de emergência.
Temos que fazer mais, mas não basta às Polícias fazê-lo.
É preciso mais eficiência na gestão dos RH policiais.
As Forças de Segurança que têm perdido o elã de outrora, cativando cada vez menos.
É preciso notar que mais uma vez o sacrifício não compensa.
Não há dúvidas que se exige uma purificação do sistema.
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