O próximo será um ano mais difícil para este governo, projetando da forma alarmante como este termina, após nunca ter sido efetivamente um bom 2025 - apesar da vitória eleitoral cujo capital de confiança a quase totalidade da equipa de Luís Montenegro se esforça, com sucesso, por destruir. A Greve Geral foi o culminar de um processo mal conduzido, que valeu - analisando os números - a que eleitores da AD tenham aderido. Resultou ainda que André Ventura, fiel às marés, acabasse a criticar o governo e a dar voz a quem protestou. Luís Montenegro, em quem o povo perde confiança ao ritmo das barracadas, é secundado por ministros que já estão no anedotário nacional. São um grupo que vai de garfo para uma feira de sopas. Estão aparentemente perdidos; no mínimo desfasados da realidade das pessoas e, arrisco, das empresas. Os castelos medievais tinham a chamada ‘porta da traição’, que em caso de cerco ou aflição permitia a fuga rápida e discreta. Mas, por ser um acesso ao exterior, também deixava o inimigo, com ajuda de alguém de dentro, invadir pela calada e destruir. Em 2026 veremos de que forma os seus ministros vão tratar o castelo da AD.
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