Fechou o bloco de partos do Hospital do Barreiro e os Bombeiros Voluntários da Moita passaram a fazer de maqueiros. Em 2025, acompanharam 320 mulheres em trabalho de parto e substituíram médicos em 15 casos. A ministra da Saúde garante que está tudo sob controlo; o Governo assobia para o lado. Em vez de respostas, oferecem explicações esfarrapadas, como quem fala da falta de macas enquanto o País arde. Culpa-se o filho que fotografou a mãe com cancro caída numa urgência, mas deixa-se morrer quem não pode ser transportado. Isto não é azar, é escolha política. Em Portugal diz-se que é o fado, mas esta degradação do Serviço Nacional de Saúde não é destino, não é azar, nem fatalidade: é política pública. Preferimos falar da má sorte; no resto do Mundo chama-se negligência governamental.
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Em Portugal diz-se que é o fado, mas esta degradação do Serviço Nacional de Saúde não é destino, não é azar, nem fatalidade: é política pública.
Agora, se tudo não passar de uma farsa, a sensação de impunidade será ainda mais destruidora.
E, no fim, todos dirão que as sondagens falharam - menos as que acertaram.
Falhou o homem. Falhou o tempo. Falhou a vida. Será que não falhou nada mesmo?
A justiça transforma-se num espetáculo de paciência infinita.
Não é só uma decisão judicial; é uma mensagem social.
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