Mais calor, mais incêndios, mais secas! É assim também em Portugal. E o frio? Para Inácia, nascida há mais de 70 anos em lugar nortenho entalado entre serras, a memória retém-se nos dias de neve e frio de gelar os ossos, na infância. Todos juntinhos junto à lareira. “Frio em Lisboa?! Sabem lá o que é frio!” Em Portugal, pouco se liga aos malefícios do frio. Turistas sorridentes elogiam a calidez do clima. Ignoram que a taxa de mortalidade invernal excessiva é de 28%, em contraste com os 15% na maioria dos países europeus. Porquê? Pobreza e casas sem aquecimento adequado. Conclusão: ainda se morre de frio em Portugal. Inácia, pouco dada a estatísticas, confunde-se com as explicações sobre alterações climáticas, efeito de estufa, pegada de carbono e outros elaborados conceitos. Sabe é que “já não faz frio como antigamente!” Ao seguir na TV as violentas enxurradas de cheias, volta à juventude, à barraca nos subúrbios de Lisboa onde os pais migrantes construíram tecto. Tem presente o terror sentido naquela noite de 1967, quando água e lama arrasaram bairros e aldeias, de Cascais a Alenquer. 20 mil casas e barracas destruídas.
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