As primeiras decisões do ex-torneiro – que surpreenderam pela positiva até os mais críticos – ainda fizeram acreditar que o episódio seria ocasional. Puro engano: os recentes escândalos revelam uma liderança de terceiro mundo, corroída pela corrupção.
Fábio, um dos filhos de Lula, multiplicou sete vezes o valor da sua empresa em apenas seis meses, enquanto o irmão Sandro recebeu, durante três anos, 500 euros de salário sem nunca ter trabalhado. Houve ainda um assessor preso por viajar com 160 mil euros, em notas, parte deles nas cuecas.
As demissões no governo sucedem-se e, no caso de não se recandidatar – uma hipótese para já excluída – Lula até já desabafou: “Do PT não apoio ninguém.” Com as estreitas relações entre os dois países, era inevitável que o nosso país não escapasse a este pantanal. Para já, a Portugal Telecom e o BES são acusados pelo deputado Roberto Jefferson de financiarem ilicitamente partidos brasileiros. As empresas e Lula já desmentiram. Mas é impossível ignorar uma análise feita pela revista ‘Veja’: das dez acusações anteriores que Jeffersson fez, dez confirmaram-se.
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