Virou-se uma página na cidade do Porto, no futebol português e no combate à impunidade. A aplicação da prisão preventiva a Madureira e a um outro arguido significa que o Estado não tolera mais a atuação de um grupo de crime organizado encoberto nas vestes de uma claque. Significa que a Justiça abriu a porta, finalmente, a um combate sem quartel à violência, à intimidação, ao branqueamento de capitais, à fraude fiscal. A Justiça chegou tarde, mas chegou. Sejamos claros: nenhum Estado de direito suporta uma agressão como a que vimos em direto, na assembleia geral, à tolerância, ao pluralismo, à liberdade de expressão e de imprensa, à decência e aos bons costumes. Com esta decisão corajosa do juiz de instrução Pedro Miguel Vieira, com esta iniciativa processual corajosa do Ministério Público do Porto, com a atuação igualmente corajosa da PSP, foram criadas condições para que esta investigação decorra num clima de serenidade e respeito pelas regras próprias da Justiça. Para que esta investigação explore todas as linhas potenciais, para cima e para baixo, para o lado e para trás. O que está em causa são os traços constitutivos, no plano sociológico mas sobretudo judicial, de uma verdadeira associação criminosa. Nem mais, nem menos. E o FC Porto tem de se salvar desse inferno.
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