Luís Montenegro quer continuar a reconciliar-se com os pensionistas e a Função Pública. A pensar, obviamente, em eleições que venham a realizar-se a médio prazo. Na rentrée do Pontal fez um discurso interessante, para o centrão e para grandes grupos eleitorais.
Não se alongou nas condições do diálogo político para viabilizar o Orçamento do Estado, não era o lugar nem o momento, mas apresentou-se como um campeão do diálogo social. As medidas aprovadas com professores, polícias, oficiais de justiça e guardas prisionais dirigiram-lhe o discurso para a Função Pública e para construção da tese de que não governa para o curto prazo. Está, defendeu, a governar de forma “estratégica e estrutural” para as próximas décadas e, por isso, quer um apoio eleitoral reforçado. Seja assim ou não, o líder do PSD apresentou medidas ‘à Costa’. Sacudiu as críticas sobre a Saúde e não podendo apresentar-se como um mãos largas, fez contas possibilistas, tanto no passe da CP como nas vagas dos cursos de Medicina, mas sobretudo no cheque avulso para as pensões mais baixas.
A cavalo dado não se olha o dente, como diz o povo, e Montenegro sabe que os pensionistas são um grupo eleitoral onde o PS há muito se enraizou. E também sabe que, por isso, essa tem de ser uma das suas prioridades. Nem que seja grão a grão. Costa não faria diferente. Ambos conhecem bem o País e o povo.
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Só há dois caminhos: continuidade ou rutura. Tão simples quanto isso.
O importante é ser independente do dinheiro e da influência.
No estado a que deixámos chegar a chafarica não há Ronaldos nem Messis.
Seguro livrou o PS de uma humilhação nas eleições presidenciais.
Estas presidenciais têm tudo para ser as mais emocionantes.
Já só se pede um pouco de diálogo e bom senso, não de partidarite aguda.