A campanha eleitoral, apesar de ter sido um razoável exercício de boa política, confirmou o que já se temia. Desenha-se um grande berbicacho, como diz o Presidente da República. Os indecisos, o voto jovem e o grau de participação dos eleitores confinados, parecem ser determinantes na definição de um vencedor.
Todavia, mesmo assim, não é claro que não venhamos a ter uma repetição do cenário de 2015. O vencedor foi, afinal, o grande perdedor. Ou que não tenhamos uma estabilidade negociada por PS e PSD, no tal cenário ‘à Guterres’, com uma brutal fatura em políticas de curtíssimo prazo. Ou, ainda, que não tenhamos o sistema político nas mãos dos radicalismos à direita e à esquerda.
Um berbicacho, em todos os sentidos, a empurrar o sistema político para o tal pântano à italiana, de que já aqui falei.
Em qualquer das soluções, sem uma maioria segura, teremos novas eleições lá para o final do ano, já com novos protagonistas no PS e PSD. Tudo isto evidencia a enorme inutilidade da crise do chumbo orçamental mas as eleições são a grande festa da democracia. Não as diabolizemos e vamos todos votar....
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