Ainda faz sentido falar em Natal cristão? A dúvida parece despropositada, numa altura em que as famílias se juntam para a Consoada, mas a verdade é que a celebração do Nascimento há muito passou para segundo plano. O pinheiro tomou o lugar do Presépio, o Pai Natal substituiu o Menino Jesus, as catedrais do consumo assemelham-se a centrais de prendas. Fala-se em ‘festa da família’, esquecendo-se, deliberada ou inconscientemente, que a mesma só existe porque há dois mil anos nasceu Jesus Cristo, com tudo o que isso significou e representa na história da Humanidade. É o Natal que temos, mais gastronómico, menos católico, muitos embrulhos.
Ainda assim, diferente do que já estávamos acostumados. Este é o Natal da ditadura do teste, mesmo se vacinados em dose dupla ou tripla. A vacina deixou de funcionar como salvo-conduto, o teste é que manda.
Costa anunciou no verão a “libertação total da sociedade” no outono, mas o inverno começa em regime de contenção e novas restrições. Felizmente, desta vez, resistiu à tentação do propagandístico “salvar o Natal”. Fez bem. O Natal já não é quando um homem quiser, é quando o vírus deixar.
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