Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoHá uma inevitável leitura nacional da eleições dos eurodeputados portugueses e é favorável ao Governo. Feitas as contas foi um vencedor, mesmo sem a candidatura encabeçada por Bugalho ter ficado em em primeiro. Se agora houvesse uma crise política turbinada pelo PS ou pelo Chega, Montenegro não teria problemas em ir a votos e poderia contar com a Iniciativa Liberal para tentar a maioria absoluta.
O PS ficou em primeiro, mas com uma vitória de Pirro. Perde face aos 9 deputados eleitos há 5 anos e vê a possibilidade de regressar ao poder em Portugal cada vez mais distante na atual conjuntura. O País virou à direita, a soma da AD com a Iniciativa Liberal e Chega significa uma maioria esmagadora. O PS, sem um parceiro no centro que pretenda fazer alianças, vê a sua esquerda sofrer uma homérica erosão eleitoral. Longe vão os tempos em que os partidos à esquerda do PS podiam somar cerca de 20% dos votos. A geringonça que em 2015 afastou a direita do poder e abriu caminho para 8 anos de hegemonia socialista acabou por ser um passo fatal para comunistas e bloquistas, que nunca mais recuperaram o peso eleitoral que tinham. Quem também perdeu ontem as eleições foi o Chega de André Ventura. O partido, que não consegue ‘clonar’ o líder para todos os atos eleitorais, viu ontem travada a dinâmica eleitoral das legislativas de março. O travão do Chega e o bom desempenho dos liberais são o melhor seguro para Luís Montenegro.
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