A ausência de Jerónimo de Sousa desta campanha é um facto novo que ficará marcado em todas as análises políticas nos próximos anos pois abre a perspetiva de sucessão.
A delicada intervenção cirúrgica que obrigou à substituição do secretário-geral do PCP não abriu um vazio visível de liderança no partido, ao contrário do que se podia prever nestas circunstâncias. É certo que Jerónimo é uma figura com um peso incomparável, que cultivou uma imagem de seriedade e sensatez que é reconhecida em todos os quadrantes. Mas a forma natural como outros membros emergem num partido historicamente fechado, e que faz da sucessão do seu líder um tema tabu, é um sinal inesperado de vitalidade a poucos dias de uma eleição cujo resultado não se prevê exuberante.
Essa aparente abertura é tão mais surpreendente se tivermos em conta a forma vincada e por vezes intransigente como protege as suas estruturas. Ao contrário do que se possa pensar, não enfraquece Jerónimo. É, isso sim, um elogio ao trabalho do atual secretário-geral, quase duas décadas de liderança volvidas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
A forma como as populações ficaram entregues à sua sorte, mostra o estado frágil do Estado que temos.
Seguro mostrou no debate como se pode ganhar a Ventura.
Ventura falhou na tese de que Seguro não diz nada de concreto.
ICE parece uma milícia sul-americana que parece inspirar o presidente de um país que já foi o farol da democracia.
Ventura já chegou aos 1,43 milhões de votos em legislativas, mas em fevereiro pode ficar perto dos dois milhões
Processar exercícios de humor fenece sempre numa enorme gargalhada.