Uma das dimensões ainda mal contadas deste caso e das personagens que envolve é a sua evidente ressonância social e institucional. Mário Cunha, ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga, movimentava-se como um peixe nas águas de algumas esferas políticas. O que explica, afinal, que Miguel Frasquilho, então administrador da TAP, fosse embaixador de um esquema tão manhoso? O que explica que alguns clubes e associações de futebol tenham embarcado num simulacro de respeitabilidade, aceitando jogar ou entabular parcerias sem fazer perguntas básicas? Ninguém se preocupou com as condições em que os jovens viviam? Ninguém quis fazer perguntas básicas sobre a alegada academia? Pelos vistos, apenas a Federação Portuguesa de Futebol terá mostrado a sua preocupação e feito esforços no sentido de denunciar a situação. Quanto ao mais, parece ter funcionado apenas o velho amiguismo à portuguesa.
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