O relatório da Inspeção de Saúde sobre o caso das gémeas e o medicamento de 4 milhões administrado no Hospital Santa Maria levanta vários problemas à credibilidade das instituições. Primeiro, uma boa notícia. As crianças eram totalmente elegíveis para receber o remédio. Todavia, a tramitação do processo está toda inquinada. Funcionou a velha tradição portuguesa do jeitinho, com um pequeno problema, as instituições e as pessoas envolvidas. O inquérito transitou para o Ministério Público e as questões que ele coloca, numa perspetiva judicial, obrigam a diligências de recolha de prova no Palácio de Belém, no Governo e em vários computadores e locais no Hospital Santa Maria. Pelo menos. Numa democracia madura, não há nenhum problema. Numa democracia acossada pela pressão da extrema-direita, vai ser interessante perceber se vão ter a lata de continuar a falar de judicialização da política.
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