Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoTrês pessoas morreram nos últimos dias, presumivelmente vítimas de atrasos no socorro. O caso do homem do Seixal, que demorou 3 horas a ser socorrido é de uma negligência muito grave de quem gere a rede de emergência médica. Os bombeiros da Península de Setúbal estavam sem capacidade de resposta, por causa das macas retidas nos hospitais, mas o Seixal, para uma ambulância, está a meia hora de distância de Lisboa , a menos de 1 hora de Santarém ou de municípios alentejanos. Uma demora de 3 horas é inconcebível e revela negligência da gestão do serviço do INEM.
Além da vítima do Seixal há também a lamentar a morte de uma mulher no concelho de Sesimbra e de um homem, de apenas 68 anos, em Tavira. São demasiados casos, que indiciam uma situação caótica. É certo que a afluência aos hospitais está a bater recordes, mas a insuficiente resposta do SNS é resultado de uma péssima gestão. E nisto a ministra tem culpa, porque já está há demasiado tempo a tutelar a pasta e toda a desorganização e deficiência na resposta é da sua responsabilidade.
Perante este escãndalo, o primeiro-ministro tirou ontem da cartola , no Parlamento, o anúncio de da aquisição de 275 novas viaturas para o INEM, num investimento de 16,8 milhões de euros. Da forma como fez o anúncio, soou a demagogia para apagar os sinais de negligência. O SNS e INEM precisam de competência na gestão. Provavelmente se os hospitais libertassem rapidamente as macas, nem seriam precisas tantas ambulâncias.
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O anúncio de 275 novas ambulâncias soa a demagogia para apagar a negligência do Estado.
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